Supervalorizarão do Cacau


 

A especulação em torno da possibilidade de a Costa do Marfim interromper a exportação de cacau está a dar força à matéria-prima.

O preço do cacau está a disparar para máximos de cinco meses, em Londres, com os investidores a recear que o presidente da Costa do Marfim dê ordem para interromper a exportação desta matéria-prima.

Há cerca de uma semana a União Europeia (UE) aplicou fortes sanções a Laurent Gbagbo, o presidente marfinense que a comunidade internacional quer ver fora do poder. É que segundo as últimas eleições, o vencedor legítimo da Presidência do país pertence a Alassane Ouatara. No entanto, Gbagbo recusa-se a abandonar o posto, que ocupa há dez anos.

A UE  proibiu os navios europeus de recolher cacau nos dois principais portos da Costa do Marfim, que é responsável por 40% da produção global deste produto. Agora, os receios são de que seja Gbagbo a impedir a exportação das colheitas.

Neste sentido, o preço do cacau para entrega em Março segue a valorizar 1,4% para 3.435 dólares a tonelada métrica, em Londres, depois de já ter negociado nos 3.232 dólares a tonelada, máximos de cinco meses.

Apesar de as últimas estimativas apontarem para uma colheita de cerca de 1,32 milhões de toneladas, em 2010, acima dos 1,29 milhões de toneladas colhidas no ano anterior, a verdade é que se registou uma quebra de cerca de 2% nas exportações do cacau oriundo da Costa do Marfim, devido às tensões políticas, nota a Bloomberg.

A valorizar segue também o algodão, a caminho do melhor desempenho semanal em mais de um mês, a beneficiar de um aumento da procura por parte da China. O gigante asiático deverá aumentar em 38% a procura por esta matéria-prima em 2010/2011.

A planta tem vindo a valorizar desde o início de 2011, também devido às cheias que têm assolado a Austrália e que têm posto em causa grande parte das plantações desta matéria-prima.

Os contratos de algodão para entrega em Março apreciam 2,6% para negociar nos 1,5694 dólares a libra, e já soma ganhos semanais de 11%. Em 2010 o preço desta matéria-prima mais do que duplicou nos mercados.

“As reservas mundiais de algodão estão inacreditavelmente baixas pela segunda estação consecutiva e apesar de as previsões apontarem para um aumento de 14%, em termos anuais, na produção do algodão”, disse à Bloomberg Luke Mathews, do Commonwealth Bank of Australia.

Metais continuam a desvalorizar

A contrariar a tendência do cacau e do algodão estão os metais, enquanto aumenta a confiança dos investidores em torno da retoma económica mundial. O ouro deslizava 0,3% para 1.343,20 dólares a onça, em Nova Iorque, depois de ontem ter tocado mínimos de dois meses.

Também a prata segue a desvalorizar, a perder 0,6% para 27,309 dólares a onça, a caminho da terceira semana consecutiva de perdas. Os metais estão a tornar-se menos atractivos para os investidores, que os utilizam como activos de refúgio em tempo de crise, agora que aumenta o optimismo em torno da recuperação da economia.

O paládio acompanha e também perde valor, ao escorregar 0,5% para 812 dólares a onça. Este metal, da família da platina, é um dos componentes principais nos catalisadores que são instalados nos automóveis para reduzir as emissões nocivas e é também utilizado em material eléctrico, próteses dentárias e joalharia.

fonte: euronews

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Publicado em 21/01/2011, em Economia & Negócios, Mundo e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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