Bahia busca equilíbrio com os intocáveis


O assunto é batido. Apesar de terem o mesmo estilo pesadão, os homens de área Jael e Souza têm lugar cativo na equipe do treinador Rogério Lourenço.

É o próprio que carimba as vagas dos dois. “Eu confio muito no potencial deles. Estou tentando encontrar o equilíbrio da equipe sem mexer em Jael e Souza”, explica.

No primeiro jogo, contra o Serrano, a parceria não deu muito certo. O contato entre ambos foi pequeno e poucas chances foram criadas. Souza prendeu demais a bola e Jael ficou dependendo apenas dos cruzamentos na área.

Aliás, esta é uma jogada que vai se repetir bastante enquanto imperar a dupla. “É verdade. O Rogério tem dado prioridade a esse tipo de jogada, até pela minha característica. O que a gente tem que fazer é visualizar bem os caras e colocar a bola na cabeça deles”, diz Ávine, que é simplório ao explicar o porquê da parceria ter falhado em Vitória da Conquista: “A bola não chegou para eles”.

Por conta disso, Rogério faz questão de que Souza e Jael participem das construções de jogadas, e não só apareçam para finalizar. No treino da tarde desta quinta-feira, 20, trabalhou a compactação do time, com a aproximação dos zagueiros e o recuo dos centroavantes para fazer a parede.

“O professor está pedindo pra gente jogar sempre a bola lá nos grandões, as Torres Gêmeas, né? (risos). Assim, além das jogadas pelas laterais, eles podem também ajeitar pra nós meias chegarmos pra finalizar”, indica Boquita.

Ele mesmo já fez gols em chutes de fora da área pelo Corinthians, mas, na estreia, parecia tímido. “Não tive oportunidade de tentar, mas tenho essa facilidade e vou procurar finalizar mais nos próximos jogos”.

 

Despovoado – O fato é que, com dois atacantes de área, um armador que atua pelos lados (Bruno Paulo) e o próprio Boquita deslocado para ajudar do lado direito, o meio  campo do Bahia tem ficado vazio. Diante do Serrano, a bola pouco passou pelo setor.

O jogador vindo do Timão revela a solução para o problema: “A gente tem que correr dobrado e pensar sempre em trabalhar para eles [Souza e Jael]”.

Camisa 10 – Não é só a torcida que está ansiosa por ver um camisa 10 legítimo defendendo o Bahia. Até os jogadores pedem para a diretoria trabalhar e preencher a lacuna. A carência é tanta que Morais nem jogou o melhor do seu futebol em 2010, mas, mesmo assim, deixa saudades.

“É importante ter um meia que saiba acalmar a bola, cadenciar as jogadas. Nós temos esse jogador no grupo, o Ramon. Falta só regularizar. Espero que isso se resolva o mais rápido possível”, clama Ávine.

 

O capitão Nem usa de seu prestígio para também cobrar a presença do maestro no meio-campo tricolor. “Toda equipe precisa ter um homem de referência. Aquele cara diferente, que pensa um pouco à frente de todos os outros.

 

Infelizmente, os caras que temos com essas características não estão à disposição”, lamenta. Mas contemporiza: “Não fazemos feio com as peças que temos agora”.

 

Bruno baleado – Por enquanto, quem tem vestido a 10 é o atacante Bruno Paulo, que gosta mais de cair pelas pontas. Nesta quinta-feira, saiu do treino mancando, com dores no tornozelo. Nada que o tire do jogo do próximo domingo, 23, contra o Feirense, garante.

 

fonte: Infosaj

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Publicado em 22/01/2011, em Esporte, Formula 1 e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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