Uma lenda, olho clínico do futebol!


Lembra do Bahia, campeão brasileiro de 1988, com garotos como Bobô e Charles? Ou do Vitória, vice-campeão brasileiro de 1993, com garotos como Dida, Vampeta, Paulo Isidoro e Alex Alves? Sabe o que esses dois grandes times têm em comum com o Bahia que, surpreendentemente, chega à semifinal da Copa São Paulo de 2011? A presença de Newton Motta, atual superintendente do tricolor, e já com status de lenda em seu Estado.

Depois de revitalizar as categorias de base do Bahia nos anos 80, Newton aceitou o desafio de fazer o mesmo, e conseguiu, com o Vitória na década de 90. Criou, em seguida, um clube que revelou como poucos durante três anos no futebol baiano, o Real Salvador. Passou pelo Cruzeiro e, entre outras coisas, ganhou a Copa São Paulo. Mas, para Newton Motta, voltar a brilhar com o clube do coração, em que está desde 2009, tem sabor especial.

“Hoje eu junto a fome com a vontade de comer. Mas naquele momento, no fim dos anos 80, estava descontente com a política do Bahia. Meu colega de faculdade, Paulo Carneiro (ex-presidente), me convidou para o desafio duro de trabalhar no Vitória. Fiquei seis meses pensando se ia. Fui e acabei ficando por 10 anos”, conta seu Newton, tricolor apaixonado, em entrevista ao Terra.

Com o triunfo sobre o Vitória, que foi seguido de outro sobre o Santos, o Bahia alcançou a semifinal da Copa São Paulo também graças a Newton Motta. Ele destaca quatro jogadores do conjunto que, diante do América-MG, tentará neste sábado uma vaga inédita para o clube baiano. “O lateral direito Madson, o zagueiro Everton, o meia Fábio e o atacante Rafael”, conta.

Uma lenda

O trabalho de seu Newton com a formação de atletas começou em 1983. Conselheiro do Bahia, o clube do coração, ele discordava com veemência de políticas internas, e acabou convidado pelo presidente Paulo Maracajá para um trabalho inovador: revitalizar as categorias de base, o que surtiu efeito no título nacional conquistado cinco anos depois.

Depois de ajudar a formar, a partir da base, o time que seria campeão brasileiro em 1988, Newton Motta foi para o Vitória e repetiu o feito. “Construímos um grande centro de treinamento, investimos em tecnologia e fomos o primeiro clube do Nordeste a ter uma sala de fisiologia. Foram gerados cerca de US$ 5 milhões de dólares por ano com a negociação de jogadores, o que equilibrava o caixa. Chegamos a jogar 12 torneios no exterior em um ano”, lembra Newton, que deixou o barco só em 2001 após 10 temporadas.

Seu trabalho seguinte seria com o Real Salvador, clube criado em sociedade com empresários e em que Newton Motta trabalhou para formar jogadores entre 2002 e 2005. A lista de revelados é extensa: Guilherme (ex-Cruzeiro), Ramon (Vasco), Leandro Lima (ex-São Caetano), Eduardo (ex-Botafogo), Makelele (ex-Palmeiras), Apodi (ex-Vitória), Ananias (Bahia) e mais alguns que, recentemente, foram campeões brasileiros Sub-20 com o Cruzeiro. Entre eles, os destaques Uchoa e Deivisson.

“Foi então que desisti. Vi que eu fazia a minha parte em campo, mas discordava de algumas coisas”, conta sobre o Real Salvador. Então, Newton Motta resolveu romper as fronteiras da Bahia e virou coordenador da base no Cruzeiro. A relação com o clube mineiro era antiga: por lá haviam passado nomes como Dida, Marcelo Ramos, Rodrigo, Jorge Wagner, Paulo Isidoro e outros. Na Toca da Raposa, já se sabia do trabalho de Newton, que ajudou para os cruzeirenses seguissem referência na formação.

A volta ao Bahia

No começo de 2009, Newton foi convidado por Marcelo Guimarães Filho, então novo presidente do Bahia, para revitalizar a base do clube. O chamado foi como uma ordem: “a torcida tinha mágoa de mim achando que tornei forte o maior rival. Vi a oportunidade de ajudar como ajudei o Vitória. Estruturamos, criamos categorias a partir dos 10 anos e hoje estou muito satisfeitos. Fomos campeões estaduais juniores, juvenis e só infantis porque perdemos um pênalti nos acréscimos da final”, avalia.

Na opinião de Newton, famoso principalmente pelo olho clínico, o bom conhecimento principalmente nas regiões Norte e Nordeste são essenciais. “Tem que ter contatos e, como tratamos bem as pessoas, elas são fiéis com a gente. Tenho dezenas de observadores que me mandam jogadores, independente do clube em que a gente esteja”, admite. “É uma coisa que se alastra”. Ao Bahia, semifinalista da Copa São Paulo, já se espalhou.

 

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Publicado em 22/01/2011, em Esporte, Futebol e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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