Idolo rubro-negro, André Catimba é barrado no Barradão


Idolo rubro-negro, André Catimba é barrado no Barradão
Ex-craque rubro-negro da década de 70 penou para entrar no Barradão. André Catimba é o segundo maior artilheiro do rubro-negro em campeonatos brasileiros, com 31 gols
por iBahia
Ídolo rubro-negro, André Catimba teve dificuldades para assistir in loco ao primeiro clássico BaVi do Baianão 2011. Mesmo com documento de acesso livre, ele foi barrado por dois fiscais na entrada do estádio. Foi preciso a intervenção de uma quarta pessoa, que conseguiu a liberação e pediu desculpas ao ex-atacante da década de 70. 


Quanto mais um zagueiro desleal me batia, mais eu ia em cima. Nunca ficava com medo e não foram poucos os que terminaram expulsos, disse o atacante

por Paulo Leandro – Correio*
CorreioSe o inimigo tiver três culhões, não vá que é esparro. Se tiver dois, igual a você, vá firme, dê e tome porrada, mas lute com bravura. A primeira e definitiva lição do pai, seu Otaciano, de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo, ficou pra sempre no juízo do filho único, entre cinco irmãs. Quem ganhou com esse aprendizado foi a torcida do Vitória: André Catimba jogou duro. 

Perdeu quatro dentes numa cotovelada só de um zagueiro, arrumou brigas generalizadas contra os inimigos liderados por Roberto Rebouças, bateu mais do que apanhou e, no saldo, uma certeza: honrou como nenhum outro jamais honrará o sagrado padrão vermelho e preto.

Isso foi no início dos anos 1970, mas ainda hoje, aos 65 anos, André é logo paparicado, basta sair de seu apê. O povo não o libera de um aperto de mão, um tapinha nas costas, uma foto pra tirar onda. Junta gente até quando ele aparece pra trocar uma ideia no Bar do Chico, lá no conjunto Santa Bárbara, onde mora, em Brotas. Recentemente, teve um mal súbito e precisou ser hospitalizado, por isso deu um tempo na cervejinha esses dias. “Tô me poupando pro Carnaval”, diz o artilheiro eterno do Vitória.

Lógica – André começou no Ypiranga, foi pro Galícia e, em 1971, chegou ao Vitória. Campeão em 1972, era bem servido por Osni e Mário Sérgio. Em 1975, trocado pelo zagueiro Joãozinho, foi para o Guarani de Campinas, São Paulo. Próxima parada: Porto Alegre. A torcida do Grêmio, assim como a do Vitória, nunca vai esquecer o guerreiro valente que feriu de morte o Internacional e evitou o nono título seguido de um time que tinha Falcão, Mário Sérgio e Figueroa.

Pai zeloso de três filhos já formados, e um caçula, Carlos André, estudante de direito na Facet, André briga também na vida para se manter, pois não tem aposentadoria como jogador. Catimba, André! Nos bastidores, ele viu muita coisa que prefere não detalhar, sobre temas proibidos como doping e suborno. “A televisão ajuda porque hoje é mais difícil acontecer absurdo: todo mundo vê a repetição dos lances”. André cometeu a leve heresia de jogar “uns dois meses” no Bahia, já no finzinho de carreira, que foi encerrada mesmo no Fast Club de Manaus.

Ficaram as boas lembranças. “Quanto mais um zagueiro me batia, mais eu ia em cima. Nunca ficava com medo e não foram poucos os que terminaram expulsos”, disse. Começou bema carreira de treinador no Vitória campeão baiano de 1989. Nesse mesmo ano, evitou o rebaixamento do Leão, campeão no Torneio da Morte, tendo o Bahia como vice. A figura do jogador heroico prevaleceu sobre o talentoso treinador sem nova oportunidade. O artilheiro de 1,73m e 72 quilos nem tinha esse físico todo pra encarar tanta barra pesada. Mas, que nada: os 82 gols com a camisa do Vitória justificaram a lição ensinada por seu Otaciano.

 

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Publicado em 06/02/2011, em Esporte, Futebol, Videos e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. NOTA DE ESCLARECIMENTO:

    Não é verdadeira a notícia que o ídolo da torcida rubro-negra na década de 70, o ex-atacante André Catimba, foi barrado no Barradão. André, desavisado, tentou acessar o estádio por um portão que não é para ex-atletas.

    Devidamente orientado pelo funcionário Sérgio Roberto, o ex-atleta entrou tranquilamente pelo portão 4.

    A matéria foi publicada no site Ibahia, cujo profissionais não tiveram acesso ao estádio porque não têm credencial da ABCD (Associação Bahiana dos Cronistas Desportivos) e não foi feita solicitação à entidade ou ao Vitória solicitando o acesso.

    Os profissionais do portal queriam entrar no estádio usando o crachá da empresa

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