MEC não vai recolher livros – polêmica ao incluir frases com erro de concordância


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Para o ministro Fernando Haddad, acusação de que o livro ensina a falar errado é um equívoco
FOTO: GUSTAVO PELLIZZON

Material didático que causou polêmica ao incluir frases com erro de concordância foi defendido por ministro

Brasília O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu, ontem, a abordagem do livro “Por uma Vida Melhor”, de alfabetização de adultos, que defende o uso da norma popular em situações de fala.

O livro causou polêmica ao incluir frases com erro de concordância como “nós pega o peixe” em uma lição que apresentava a diferença da norma culta e a falada. No texto, a autora da obra defende que os alunos podem falar do “jeito errado”, mas devem dominar as regras da norma culta e ter atenção quanto ao seu uso. Para o ministro, acusação de que o livro “ensina a falar errado” é um equívoco.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) condenou a posição da autora e criticou o MEC por defender a obra. O ministro Haddad já disse que os 484 mil livros comprados e distribuídos às escolas não serão recolhidos.

“O livro parte da situação da fala, mas induz o jovem a se apropriar da norma culta. Os críticos infelizmente não leram o livro, fizeram juízo de valor com base em uma frase pinçada do contexto”, defendeu Haddad durante entrevista ao programa de rádio Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência.

Internet

O ministro comparou os erros de concordância muito comuns na língua falada, especialmente na população mais pobre e não escolarizada, à linguagem utilizada pelos usuários da internet e de redes sociais. “Quando um jovem manda mensagens no seu Twitter, no seu e-mail ou Orkut, ele faz uso da linguagem habitualmente utilizada naquele ambiente, até de maneira lúdica, ele modifica a língua e cria sinais próprios”, afirmou o ministro.

Linguistas e especialistas em educação de adultos defendem que a aceitação da variedade popular é parte importante do trabalho com o público que não frequentou a escola na idade correta. “O aluno chega à escola com uma linguagem já constituída muito longe do que é a norma culta. Se acha burro por falar errado”, aponta Vera Masagão, presidente da organização não governamental (ONG) Ação Educativa e especialista em EJA.

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Publicado em 20/05/2011, em Destaque Brasil e marcado como , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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